As Diretas Já foram, decerto, uma bandeira eminentemente política, uma palavra de ordem simples e contundente. Propunham a ruptura com um dos principais mecanismos da estratégia de liberalização adotada pelo regime militar, isto é, a eleição indireta do presidente da República, por meio de um Colégio Eleitoral com maioria controlada pelo governo. É importante não perder de vista que, apesar do caráter centralmente político da campanha, contribuíram para a catarse coletiva de 1984 pelo menos dois elementos estruturais que naquele momento seguiam seu curso na sociedade brasileira.
(Alberto Tosi Rodrigues, Diretas Já – O grito preso na garganta. Adaptado)
Os dois elementos eram