No início do período colonial, diferentes visões de mundo e de valores entre europeus e indígenas impuseram como correta a conduta dos “civilizados”, mesmo que suas práticas fossem incompreensíveis para os indígenas, como a transformação da propriedade de terras em bem particular voltado para o acúmulo de riquezas. Outro exemplo clássico desse choque cultural foi a questão da antropofagia. Os europeus que chegaram à América ficaram escandalizados com o canibalismo praticado por vários povos indígenas, enquanto para estes o ato de devorar o inimigo revestia-se de homenagem simbólica às qualidades dele, as quais se desejava incorporar. Como seria vista uma pessoa que praticasse hoje o canibalismo? Como seria uma análise ética desse caso, em vários períodos da história?
(Dimesnstein, 2008.)
A ética em Aristóteles é voltada para a razão prático-teleológica, no sentido da busca de todas as coisas por um bem, e sendo esta a busca também das ações humanas, este deve ser o melhor dos bens, cuja finalidade encontra-se em si mesmo. Já em Sócrates, a ética: