Magna Concursos
2413796 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CEPERJ
Orgão: ALERJ
Texto I
O texto a seguir é uma circular, datada de 1794, dirigida aos funcionários públicos da França, após a Revolução Francesa.
O funcionário público, acima de tudo, deve desfazer-se da roupagem antiga e abandonar a polidez forçada(a), tão inconsistente com a postura de homens livres, e que é uma relíquia do tempo em que alguns homens eram ministros e outros, seus escravos. Sabemos que as velhas formas de governo já desapareceram: devemos até esquecer como eram(b). As maneiras simples e naturais devem substituir a dignidade artificial que frequentemente constituía a única virtude de um chefe de departamento(c) ou outro funcionário graduado. Decência e genuína seriedade são os requisitos exigidos de homens dedicados à coisa pública. A qualidade essencial do Homem na Natureza consiste em ficar de pé(d). O jargão ininteligível dos velhos ministérios deve dar lugar ao estilo claro, conciso, isento de expressões de servilismo, de formas obsequiosas, indiretas e pedantes, ou de qualquer insinuação no sentido de que existe autoridade superior à razão e à ordem estabelecida pelas leis(e) – um estilo que adote atitude natural em relação às autoridades subalternas. Não deve haver frases convencionais, nem desperdício de palavras.
(Apud LASSWELL, Harold & Kaplan, Abraham. A linguagem da política, Brasília, EUB, 1979)
Texto II
Leia o texto a seguir e responda à questão.
A VELHA GUERRA
Goethe teve um romance passageiro com a Revolução Francesa, que liberou mais demônios do que ele estava disposto a aceitar.(a) Vem daí sua famosa declaração de que preferia a injustiça à desordem(b). Goya foi um entusiasta de primeira hora de Napoleão mas horrorizou-se com as atrocidades da guerra da Espanha, que retratou com ácido e asco na sua série de gravuras “Desastres de la Guerra”(c). Acabou desencantado também(d).
Mas o desencanto de Goethe e Goya não é o mesmo dos que lamentaram o fim da velha ordem, para os quais a Revolução Francesa significou não a derrota do nepotismo e da injustiça mas um crime contra a natureza do homem. Confundir ordem e normalidade com seus próprios privilégios é um velho hábito de castas dominantes(e).
(Veríssimo, Jornal O Globo, 15 de setembro de 2011)
Em cada uma das alternativas abaixo foram transcritos trechos dos textos I e II, respectivamente. A proposta estabelecida no segmento do texto I que contraria explicitamente as ideias contidas no segmento do texto II é apresentada na alternativa:
 

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