Leia o texto para responder às questões de números 04 a 10.
Jornalista vai à “caça” de tuiuiús para vivenciar a poesia de Manoel de Barros
No início de maio, em uma oportunidade ímpar, fui tentar ver na fauna e na flora o que o poeta Manoel de Barros queria dizer em seus versos.
A pousada onde me hospedei fazia jus à sua reputação de refúgio ecológico: conforto apenas o suficiente, mas sem suprimir o ecossistema à sua volta. O estabelecimento espremeu-se entre um brejo e outro para não espantar os animais. E podíamos vê-los em todo canto. Andando uma noite entre as trilhas de pedra, vi uma das capivaras dormindo no gramado de barriga para cima, parecendo o meu cachorro de apartamento. A pousada integrou-se ao Pantanal e passou a fazer parte dele.
Mas estranhei um fato: onde estavam os tuiuiús? Estampados em todas as camisetas, chapéus, chaveiros, pendurados em quadros nas paredes e encravados nos bancos de madeira, o único vislumbre que tive dessa ave durou segundos, porque ela estava muito distante, voando muito alto e rápido. Os tuiuiús não deviam estar tomando café da manhã com a gente, de tão abundantes naquela região?
(Stéfanie Medeiros. https://olharconceito.com.br/noticias, 03.06.2013. Adaptado)
Há pronome oblíquo átono empregado como complemento do verbo na passagem: