O Estado interviria para fazer com que o país se tornasse o mais auto- suficiente em todas as direções. Assim foi o Estado Novo de 1937, assim foi o golpe militar de 64: tentativas de fazer com que o Estado interveniente fosse o propulsor do progresso, fosse hegemonicamente o Poder que impulsionasse esse progresso. A idéia do Estado interveniente, curiosamente, sempre esteve presente tanto em certas pregações de esquerda como em pregações de direita. Tivemos exemplos disso tanto no golpe de 37 quanto no de 64, por motivos diferentes.
Artur da Távola. Esquerda e globalização. In: Política democrática. Brasília, ano 1, out.-dez./2000, p. 23 (com adaptações).
A partir do texto VII e considerando a trajetória brasileira de 1930 aos dias atuais, julgue o item que se segue.
De todos os governos do ciclo militar, o de Ernesto Geisel foi o que mais se distanciou do projeto nacional- desenvolvimentista inaugurado por Vargas e que, em certa medida, foi seguido por Juscelino Kubitschek. Na gestão de Geisel, o Brasil executou uma política externa submissa aos interesses dos grandes centros de poder mundial, especialmente os Estados Unidos da América, e reduziu consideravelmente o papel do Estado como indutor do desenvolvimento.