A Leishmaniose afeta populações em diversos países, com sintomas que vão desde pequenas lesões cutâneas e mucocutâneas até destruição de mucosas, comprometendo o funcionamento dos órgãos e do sistema hematopoético. Para melhor compreender a biologia do patógeno causador da doença, sua relação com o mosquito vetor e a ação nos hospedeiros, diversos grupos de pesquisa mundiais iniciaram um projeto de sequenciamento completo do genoma de diferentes espécies de Leishmania. Recentemente, numa revista de genética, foi apresentado o sequenciamento do genoma de duas espécies: L. infantum e L. braziliensis. A comparação dos dados novos com os do genoma de L. major, sequenciado anteriormente, foi uma surpresa, pois foram encontradas mais semelhanças do que o esperado. Na sequência do projeto, os grupos pretendem identificar genes exclusivos de cada espécie e entender como são regulados. Desse modo, eles esperam contribuir para o entendimento dos três tipos de Leishmaniose — visceral, cutânea e mucocutânea —, além de identificar trechos de DNA comuns apenas a essas espécies do protozoário que possam ser usados em medicamentos ou vacinas.
Dentre as técnicas de biologia molecular a seguir, qual delas deverá ser empregada para chegar ao objetivo proposto na sequência do projeto? Ou seja, identificar genes exclusivos de cada espécie e entender como são regulados.