Cesp descumpre ordem federal e retém água de
represa
(1§) São Paulo - Em meio à estiagem que afeta o Sudeste brasileiro, a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), controlada pelo governo do estado, tem liberado na usina hidrelétrica do Rio Jaguari, entre as cidades de Jacareí e São José dos Campos, um terço do volume de água determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que controla a geração de energia no Brasil. Essa é a primeira vez que uma usina descumpre uma determinação do órgão federal.
(2§) O Jaguari é um dos afluentes do Rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento de 15 milhões de pessoas na região do Vale do Paraíba e no Estado do Rio de Janeiro, além de alimentar a produção de energia elétrica pela Light. É da Represa Jaguari, em Igaratá, que o governo do estado pretende fazer a transposição de água para a Represa Atibainha, do Sistema Cantareira, que atravessa a pior seca da história.
(3§) A exemplo do Cantareira, a Bacia do Rio Paraíba também passa por uma das piores estiagens da história. Em abril, a imprensa divulgou o relatório do ONS mostrando que seus mananciais podem secar até novembro. O governo paulista nega que descumpre a determinação do ONS para estocar água na Represa Jaguari, que estava com 38% da capacidade, para poder transferi-la ao Cantareira quando a obra da transposição for concluída em março de 2016.
(4§) Na semana passada, o ONS determinou que a Cesp aumentasse a vazão de água liberada na usina do Jaguari de 10 mil para 30 mil litros por segundo. A medida visaria compensar uma redução na Represa Paraibuna, situada na mesma bacia, e com só 14% da capacidade. A determinação, contudo, não foi cumprida pela companhia paulista, que já foi notificada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela fiscalização do setor. Procurados, ONS, Aneel e Light não se manifestaram.
(5§) Em nota, a secretaria afirmou que o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) determinou a Cesp que mantivesse a vazão de 10 mil litros por segundo na usina Jaguari "em atendimento à determinação da Lei 9.433/97, que estabelece prioridade ao abastecimento humano entre os múltiplos usos da água". Essa vazão é o mínimo que a Cesp é obrigada a liberar para o Rio Paraíba conforme resolução da Agência Nacional de Águas (ANA), gestora dos mananciais no País.
(http://goo.gl/VNTALv. Acesso: 10/08/2014. Adaptado).
A tabela abaixo apresenta duas colunas. Em uma delas, há trechos retirados do texto. Na outra, há comentários sobre os sinais de pontuação utilizados nos trechos. Analise essas informações.
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Trecho do texto |
Comentário |
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Trecho 1. “É da Represa Jaguari, em Igaratá, que o governo do estado pretende fazer a transposição de água...” (2§) |
A expressão está entre vírgulas porque isola um termo com função de aposto. |
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Trecho 2. “A exemplo do Cantareira, a Bacia do Rio Paraíba também passa por uma das piores estiagens da história.” (3§) |
Há uma vírgula porque a expressão sublinhada é um adjunto adverbial deslocado. |
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Trecho 3. “A medida visaria compensar uma redução na Represa Paraibuna, situada na mesma bacia, e com só 14% da capacidade.” (4§) |
Por ser uma oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio, o trecho sublinhado está entre vírgulas. |
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Trecho 4. “Em nota, a secretaria afirmou que o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) determinou a Cesp que mantivesse a vazão...” (5§) |
A vírgula foi usada neste trecho pelo mesmo motivo indicado no “Trecho 2”. |
Estão CORRETOS apenas os comentários feitos para os trechos