O trecho a seguir corresponde às duas primeiras estrofes do soneto de Cláudio Manuel da Costa:
Não vês, Lise, brincar esse menino
Com aquela avezinha? Estende o braço;
Deixa-a fugir; mas apertando o laço,
A condena outra vez ao seu destino.
Nessa mesma figura, eu imagino,
Tens minha liberdade; pois ao passo,
Que cuido, que estou livre do embaraço,
Então me prende mais meu desatino.
Com aquela avezinha? Estende o braço;
Deixa-a fugir; mas apertando o laço,
A condena outra vez ao seu destino.
Nessa mesma figura, eu imagino,
Tens minha liberdade; pois ao passo,
Que cuido, que estou livre do embaraço,
Então me prende mais meu desatino.
(COSTA, Cláudio Manuel da. Poemas de Cláudio Manuel da Costa. São Paulo: Cultrix, 1976, p. 55.)
Os versos do poeta mineiro estabelecem, no trecho citado, uma comparação: