Estão-se confirmando as tristes previsões de que a ação das autoridades logo esmoreceria(a) e a Lei n.º 11.705/2008, mais conhecida como Lei Seca, teria(a) dificuldades para se impor. Nos primeiros meses de vigência da legislação(c), a partir de junho de 2008, eram frequentes, em todo o país, as cenas de motoristas flagrados em estado de embriaguez e punidos com rigor. O resultado imediato disso(c) foi o recuo, mês a mês, no número de acidentes provocados pela explosiva combinação de álcool e direção, consequência da queda do percentual de motoristas que admitiam guiar embriagados a uma margem que passou a variar entre 0,9% e 1,3%. Mas(b) o avanço só durou até outubro. Em novembro, esse patamar já havia subido para 2,1%. Em março, bateu em 2,2%. É a volta à situação anterior(d), uma frustração que exige resposta imediata do Estado. A vigilância inicial, com barreiras em horários e pontos estratégicos, não foi suficiente para despertar a consciência do cidadão e provocar mudança de comportamento. Tampouco sensibiliza os motoristas a informação de que tamanha irresponsabilidade resulta, no Brasil, na morte de 17 mil pessoas por ano, além de fazer milhares de outras vítimas que escapam com vida, mas se ferem gravemente(e), muitas vezes de modo irreversível, condenadas a paraplegias ou tetraplegias. O Sistema Único de Saúde registrou, em 2006, mais de 123 mil atendimentos a acidentados em transportes terrestres. A tragédia tem, pois, as proporções de uma guerra e, como tal, deve ser enfrentada sem trégua.
Correio Braziliense. Editorial, 9/4/2009 (com adaptações).
Em relação ao texto acima, assinale a opção correta.