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633078 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: PGE-PE

A própria palavra “crise” é bem mais a expressão de

um movimento do espírito que de um juízo fundado em

argumentos extraídos da razão ou da experiência. Não há

período histórico que não tenha sido julgado, de uma parte ou

de outra, como um período em crise. Ouvi falar de crise em

todas as fases da minha vida: depois da Primeira Guerra

Mundial, durante o fascismo e o nazismo, durante a Segunda

Guerra Mundial, no pós-guerra, bem como naqueles que foram

chamados de anos de chumbo. Sempre duvidei que o conceito

de crise tivesse qualquer utilidade para definir uma sociedade

ou uma época.

Que fique claro: não tenho nenhuma intenção de

difamar ou condenar o passado para absolver o presente, nem

de deplorar o presente para louvar os bons tempos antigos.

Desejo apenas ajudar a que se compreenda que todo juízo

excessivamente resoluto nesse campo corre o risco de parecer

leviano. Certamente, existem épocas mais turbulentas e outras

menos. Mas é difícil dizer se a maior turbulência depende de

uma crise moral (de uma diminuição da crença em princípios

fundamentais) ou de outras causas, econômicas, sociais,

políticas, culturais ou até mesmo biológicas.

Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais. Trad. Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 160-1 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.

Todo o trecho subsequente ao termo “difícil” (l.18) funciona como complemento desse termo.

 

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