Um dos contributos do Renascimento Urbano e Comercial ocorrido na Europa medieval foi:
o arrefecimento do ideal cruzadista, uma vez que as lutas religiosas perderam o foco a partir da Quarta Cruzada em diante, para deixar de lado o combate ao infiel e combater o Império Bizantino, com vias à conquista dos seus territórios no Levante, região central no comércio de especiarias.
a preponderância econômica das cidades integrantes da Liga Hanseática sobre a Europa, pois o volume de mercadorias e valores oriundos do Báltico era superior, no seu conjunto, ao das cidades italianas, sendo esta causa do domínio financeiro das primeiras.
a definitiva expulsão dos mouros que haviam fixado um enclave na Sicília, devido ao estímulo pecuniário prestado a diversas ordens de cavalaria pelo rei Fernando de Aragão, que por acordos familiares era herdeiro daquele território, investindo recursos a partir do ouro americano extraído.
o enfraquecimento do circuito de feiras, como o da região da Champagne, que eram portadoras de características feudais, sob rígido controle dos senhores e centradas no escambo, abrindo assim espaço para negócios de longo alcance, favorecendo a burguesia urbana, base dos processos de centralização monárquicas.
a remonetarização das sociedades a partir das trocas mediterrâneas empreendidas por cidades italianas, vanguardistas no uso dos numerais arábicos aplicados à contabilidade e pela cobrança de valores extras de serviço no câmbio de moedas, alavancando finanças e comércio.
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