As plataformas digitais podem ser entendidas, sob esta perspectiva, como um elemento organizacional, ou até mesmo morfológico (Castells, 1996; 2009), fundamental deste novo paradigma tecnoeconômico. Sob o signo da plataformização, as sociedades vêm organizando novas atividades econômicas e transformando atividades preexistentes. Elas têm gerado novas formas de sociabilidade e de produção e consumo cultural, imiscuindo- se, portanto, em todo tipo de organização social. Dessa maneira, o estudo das plataformas digitais pertence a um grupo de estudos não apenas econômicos, mas das humanidades, que busca compreender como esta configuração da interação social ocorre mediada pelas tecnologias contemporâneas.
CHARINI, T.; SILVA NETO, V.J.; PEREIRA, L.; SZIGETHY, L. Plataformas digitais: mapeamento semissistemático e interdisciplinar do conhecimento produzido nas universidades brasileiras. Brasília, DF: Ipea, 2023 (Texto para discussão, n. 2829). Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/367046050_ Plataformas_digitais_mapeamento_semissitematico_e_ ì n t e r d i s c i p l i n a r _ d o _ c o n h e c i m e n t o _ p r o d u z i d o _nas_universidades_brasileiras. Acesso em: 27 dez. 2023.
No texto acima, os autores afirmam que atividades preexistentes se transformam impulsionadas por avanços tecnológicos. Um exemplo de uma ressignificação de atividade preexistente no campo jornalístico, que ganhou relevância após a onda de disseminação de fake news, é