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2579238 Ano: 2022
Disciplina: Biologia
Banca: IF-MT
Orgão: IF-MT
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“Sabe-se que uma mutação genética só passa de uma geração para a outra se estiver presente nos genes dos gametas dos pais – no óvulo ou no espermatozoide, no nosso caso. Mas ainda é alvo de debate a forma como mutações adaptativas – aquelas que beneficiam o organismo de alguma forma, seja dando a ele maior capacidade de sobreviver ou de deixar mais filhos, por exemplo – se espalham e se fixam em uma determinada população ou espécie. Um artigo publicado na última quinta-feira (20/6) na importante revista especializada Genome Research propõe uma explicação que passa pela seleção natural nas únicas células dos machos de humanos e outras espécies que carregam só metade dos nossos pares de cromossomos: os gametas masculinos.

Mutações adaptativas dão origem a genes novos, o que, no jargão dos cientistas, não se refere a mutações individuais, mas sim àquelas presentes no nível da população. “Genes novos são os genes que existem numa espécie, mas não existem nas outras que são aparentadas. Eles surgiram recentemente na evolução”, explica a bióloga Maria Dulcetti Vibranovski, professora do Instituto de Biociências (IB) da USP e supervisora do estudo relatado no artigo. Ela, que assina o artigo junto com o professor aposentado Paulo Otto e a estudante de pós-graduação Júlia Raíces, investiga os padrões de surgimento de novos genes ao longo do processo evolutivo.

A bióloga conta que, inicialmente, a ideia do estudo era responder a uma pergunta: por que novos genes aparecem mais ativos nas células germinativas masculinas? Que eles são mais ativos nessas células já era um dado conhecido pelos cientistas, algo que se aplicava tanto aos mamíferos quanto a espécies de plantas. Um dos aspectos dos genes novos que intrigam a comunidade científica é justamente o fato de uma proporção exagerada deles ter funções exclusivas do sexo masculino.

[...] O modelo proposto por Maria e seus colegas prevê que os novos genes têm maior possibilidade de se fixarem em uma determinada população ou espécie quando estão ativos em células haploides, do que em diploides. [...] Óvulos e espermatozoides são células haploides que, quando se juntam, dão origem a uma célula diploide.”

SALLES, S. (2019) Espermatozoide tem função mais importante na evolução do que se sabia.

Jornal da USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/ ciencias-biologicas/espermatozoide-

tem-funcao-mais-importante-na-evolucao-do-que-se-sabia/. Acesso em 10 de fevereiro de 2022.

Considerando esse contexto, avalie as seguintes afirmativas e a relação proposta entre elas.

I - A maior possibilidade de novos genes se fixarem em células haploides do que em diploides ocorre porque o genoma da célula haploide é formado por apenas uma cópia de cada cromossomo, enquanto a célula diploide tem duas cópias.

II - Mutações que acontecem em células haploides tendem a aumentar a frequência dos genes novos, acelerando a seleção natural.

A respeito dessas afirmativas, assinale a opção CORRETA.

 

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