No período pós-operatório imediato de troca valvar áortica (bioprótese) eletiva, paciente masculino de 78 anos e 70 Kg, no momento da admissão na Unidade de Cardiologia Intensiva apresenta quadro clínico de choque (pressão arterial média na artéria radial = 45 mmHg e frequência cardíaca = 110 bpm). Apresentou balanço hídrico de sala cirúrgica positivo em 400 ml para o período intra-operatório e não houve sangramento excessivo. Não houve acidente cirúrgico nem dificuldade técnica para canulação aórtica (aorta pouco calcificada). Recebe em infusão noradrenalina na dose de 21 mg/min. Ao exame físico saturação de oxigênio por oximetria = 97%, extremidades frias, veias não visíveis nos membros inferiores, enchimento capilar lento e descoramento discreto de mucosas. A ausculta cardíaca é impossibilitada pela presença de ruídos mediastinais intensos. Drenagem por aspiração apenas mediastinal. Não foi inserido cateter de monitorização arterial pulmonar (Swan-Ganz) e sim cateter pela veia jugular interna. Exames pré-operatórios diagnosticaram, além de estenose valvar aórtica calcificada de grau severo, coronárias sem estenoses angiograficamente significativas, função renal normal, função sistólica do ventrículo esquerdo normal, hipertrofia ventricular esquerda concêntrica de grau severo com predomínio septal basal e insuficiência mitral de grau leve.
Baseado neste caso, que alternativa melhor integra a hipótese principal para a causa da disfunção hemodinâmica, os métodos diagnósticos e as ações terapêuticas adequadas para resolver o choque, neste momento do manejo pós-operatório?