Magna Concursos
1369063 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
O texto a seguir, adaptado da revista Vida Executiva – edição nº 37, de junho de 2007
Aprenda a ser uma líder samurai
Em pleno século 21 profissionais se voltam para o Oriente e se
inspiram no Código Bushido para melhorar a performance. Veja
como trazer para seu dia-a-dia os princípios milenares dos
samurais
EM MEIO A TANTA COMPETITIVIDADE NO UNIVERSO CORPORATIVO, muitos profissionais estão se inspirando nos códigos de honra dos antigos samurais e até investindo nas mesmas habilidades que esses guerreiros tinham para lidar com mais sabedoria as questões cotidianas do ambiente de trabalho. Esta é a denominada liderança com sabedoria samurai.
Em japonês, samurai – classe guerreira do Japão feudal, período compreendido entre os séculos XII e XIX – quer dizer 'aquele que serve' e sua maior função era mesmo servir, com total lealdade e empenho, aos senhores feudais que o contratavam. Os samurais se destacavam pela grande variedade de conhecimentos que apresentavam e pelas várias habilidades que dominavam.
Para tornar-se um deles era necessário buscar a perfeição e a melhoria contínua (Kaizen), desenvolver o seu potencial ao máximo e exercitar a paciência sem perder o 'time' da tomada de atitude.
Eles obedeciam a um código de honra e ética denominado Bushido, que significa 'caminho do guerreiro'. Embora a palavra samurai resgate a ideia geral de guerreiro ou soldado, segundo o código, eles davam muita importância à filosofia, às artes e à ética e não podiam demonstrar medo diante de qualquer situação. Autodisciplina e autocontrole, por exemplo, fazem parte do Bushido e são fundamentais para o crescimento profissional daqueles que aspiram à excelência em sua atuação.
DA TEORIA À PRÁTICA
No Brasil, os profissionais passaram a adotar as técnicas do Bushido de maneira mais enfática a partir das décadas de 80 e 90, após o crescimento extraordinário da economia do Japão no pós-guerra, como forma de conquistar êxito semelhante ao das empresas do país do Sol Nascente.
"O sucesso das empresas japonesas e sua influência nos negócios globais chamaram a atenção sobre aquele modelo de gestão", diz Marcos Hashimoto, mestre em Administração pela EAESP/FGV, professor da Business School São Paulo.
Para o professor da Universidade São Judas Tadeu, Joimar Menezes, mestre em economia política (PUC/SP) e pós-graduado em administração mercadológica (FGV/SP), o meio corporativo tem se utilizado da aplicação prática dos princípios do Bushido entre seus colaboradores para enfrentar de forma eficaz o mundo cada vez mais globalizado.
"A arte do Bushido é importante para o universo dos negócios porque um de seus resultados mais diretos é o aumento da produtividade, que está diretamente ligado à performance dos colaboradores de uma empresa. Sem isso, a organização pode ver seus esforços culminarem em perda de mercado e, consequentemente, em sua morte. Aliás, a morte é ponto central da filosofia dos samurais, que acreditavam que a vida deve ser mantida a qualquer custo", afirma Joimar.
(...)
Agora que você já sabe que é possível trazer a sabedoria deste milenar código para os dias atuais, e com isso melhorar a sua performance na empresa em que trabalha, veja os 10 Princípios do Código Bushido e tente adaptá-los a você, fazendo com que sua produtividade aumente com equilíbrio e harmonia.
Código do Samurai
1) Os quatro G's
Giri significa 'obrigação, dever, justiça' um forte laço que une as pessoas. Gisei exprime 'sacrifício' e representa a dedicação ao trabalho, mesmo afastando-se da família, temporariamente. Gaman quer dizer 'tolerância, perseverança, resistência', é aguentar o que às vezes pode parecer insuportável. Gambaru exprime 'esforço, persistência', a capacidade de se envolver de forma profunda e determinada, manter-se firme e forte.
2) O Ken (visão) e o Kan (conhecimento)
Através da visão do futuro, clara e significativa, a pessoa pode vislumbrar melhor suas possibilidades, que, junto com o conhecimento do contexto e dos detalhes, ajudam a tomar as decisões mais sábias.
3) Melhoria contínua (kaizen)
O samurai está sempre treinando e buscando a perfeição para ser um guerreiro melhor hoje do que foi ontem.
4) Desprendimento (Mu)
O desapego tem fortes raízes na cultura Zen budista que influenciou o Bushido. Os interesses do grupo devem prevalecer; não os do indivíduo.
5) Caráter
Outro princípio filosófico que o Bushido importou do Zen foi a ideia de que o trabalho deve ser visto como uma forma de engrandecer o caráter.
6) Atitude mental (Mushin)
O código dos samurais diz: 'É difícil derrotar os inimigos; é fácil derrotar a si mesmo'. Todo o treinamento se concentrava no autoconhecimento que gerava autoconfiança e a decorrente segurança nas decisões em momentos de crise e dificuldade.
7) Confiança (Amae)
Por natureza, o samurai acredita, em primeira instância, que as pessoas, de uma forma geral, são boas e honestas. O pressuposto básico que permeia todo início de relacionamento é a confiança. Compartilhar refeições, trocar presentes, participar de fases da vida são formas de construir o 'amae'.
8) Habilidades escondidas (Ude)
Ao contrário da cultura ocidental, na oriental é comum manter-se escondido mostrando um perfil modesto, restrito, contido e reservado, sem vangloriar-se ou exibir-se gratuitamente, deixando para revelar suas mais importantes forças no momento apropriado e de forma estratégica.
9) Intuição (Haragei)
Entre os samurais, esta característica é fundamental aos seus instintos. Haragei significa 'pensar com o estômago' e era um dos traços que famosos empresários japoneses como Konosuke Matsushita, Soichiro Honda ou Akio Morita compartilhavam. A observância a detalhes, a visão holística, o conhecimento tácito e a disciplina constante na educação fazem parte deste treinamento.
10) Harmonia (Enman)
Das artes marciais à cerimônia do chá, da culinária às manifestações artísticas, tudo o que permeia a cultura japonesa contém elementos que se traduzem em equilíbrio, harmonia. Nos negócios, a paciência é uma virtude que se traduz em longas rodadas de negociação e a busca da compreensão da posição do outro ajuda a encontrar soluções.
TEXTO ADRIANA NATALI
No Brasil, é muito mais utilizado o tratamento de terceira pessoa (você) do que o de segunda. Em vista disso, muitas publicações, inclusive do RS – onde o “tu” ainda parece predominar –, utilizam o “você” no tratamento ao leitor.
Observa o seguinte excerto do texto.
“Agora que você já sabe que é possível trazer a sabedoria deste milenar código para os dias atuais, e com isso melhorar a sua performance na empresa em que trabalha, veja os 10 Princípios do Código Bushido e tente adaptá-los a você, fazendo com que sua produtividade aumente com equilíbrio e harmonia.”
Caso quiséssemos “traduzir” esse trecho para a segunda pessoa, qual das alternativas a seguir o faria de acordo com a modalidade padrão?
 

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