Tempo rei
Não me iludo
Tudo permanecerá do jeito que tem sido
Transcorrendo, transformando
Tempo e espaço navegando todos os sentidos
Pães de Açúcar, Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento
Água mole, pedra dura
Tanto bate que não restará
Nem pensamento
Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei!
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó pai, o que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei!...
Pensamento
Mesmo o fundamento singular do ser humano
De um momento para o outro
Poderá não mais fundar nem gregos, nem baianos.
Mães zelosas, pais corujas,
Vejam como as águas de repente ficam sujas
Não se iludam, não me iludo
Tudo agora mesmo pode estar
por um segundo
Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei.
Tudo permanecerá do jeito que tem sido
Transcorrendo, transformando
Tempo e espaço navegando todos os sentidos
Pães de Açúcar, Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento
Água mole, pedra dura
Tanto bate que não restará
Nem pensamento
Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei!
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó pai, o que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei!...
Pensamento
Mesmo o fundamento singular do ser humano
De um momento para o outro
Poderá não mais fundar nem gregos, nem baianos.
Mães zelosas, pais corujas,
Vejam como as águas de repente ficam sujas
Não se iludam, não me iludo
Tudo agora mesmo pode estar
por um segundo
Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei.
(GIL, Gilberto. In: Raça humana. LP EMI-ODEON BR 36.201, 1984. Lado A, faixa 4.)
Tanto no texto “O requerimento” quanto no texto “Tempo rei”, o apelo ao “tempo” aparece como fio condutor do desenvolvimento de ambos. Esse apelo se dá