Segurança do medo
A síndrome de Nova Iorque, 11 de setembro,
projetou-se sobre Atenas, agosto, sexta-feira, 13, data da
abertura dos 28.º Jogos Olímpicos. De tal forma que os
gastos de 1,2 bilhão de euros (cerca de R$ 4,8 bilhões) são a
maior quantia já investida em segurança na história da
competição. O dinheiro foi aplicado em um poderoso
esquema para evitar ataques terroristas, como ocorreu nos
Jogos de Munique, em 1972, quando palestinos da
organização Setembro Negro invadiram a Vila Olímpica e
mataram dois atletas israelenses. Do esquema grego,
montado em colaboração com sete países — Estados Unidos
da América (EUA), Austrália, Alemanha, Inglaterra, Israel,
Espanha e Canadá —, faz parte o sistema de navegação por
satélite da Agência Espacial Européia. Da terra, ar e água,
mil policiais, bombeiros, guarda costeira e mergulhadores
da Marinha vão zelar pela segurança. Até a Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN) emprestará sua
experiência militar no combate ao terrorismo.
Correio Braziliense, 7/8/2004, “Guia das Olimpíadas”, p. 3 (com adaptações).
A respeito do texto acima e considerando as informações e os múltiplos aspectos do tema que ele focaliza, julgue os itens que se seguem.
Para os especialistas, a inexistência na estrutura da administração federal brasileira de um ministério específico para tratar do desporto, tanto o de rendimento quanto o educacional, ajuda a explicar os relativamente modestos resultados obtidos pelo país nos Jogos Olímpicos de Atenas.