Sons que confortam
Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da família.
E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram.(b)
Até que o garoto escutou um barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto:
— Nunca na vida ouvira um som mais lindo, mais calmante do que os pneus daquele carro amassando as folhas de outono empilhadas junto ao meio-fio.
Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai.
MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. São Paulo: L&PM Editores, 2011.
A respeito das informações do texto e das relações entre elas, assinale a alternativa correta.