Antigamente, nas fazendas do interior, era costume oferecer aos hóspedes uma bacia com água morna para lavar os pés antes de dormir.
O compadre Jovino chegou a uma delas, convidado por um rico fazendeiro muito avarento. Já era tarde da noite e, como havia viajado muito, estava morto de fome. Ficou feliz, ouvindo o tilintar de pratos e talheres que vinha lá da cozinha. O tempo foi passando e nada de a comida chegar. E o barulhinho foi sumindo até desaparecer completamente.
Entra um empregado do fazendeiro e avisa o Jovino solenemente:
— Meu senhor, a sua bacia com água está no quarto.
Jovino, com ar comovido, dirige-se ao fazendeiro:
— Nem sei como agradecer tanta gentileza.
Mas será que não faz mal lavar os pés em jejum?
Almanaque Brasil de Cultura Popular, ano 1, n.º 8, nov./1999.
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
O fazendeiro era sovina, pão-duro, e, por isso, não gostava de compartilhar sua comida.