A Hanseníase é uma infecção granulomatosa crônica, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. Apresenta alta contagiosidade e baixa morbidade. O Brasil ocupa o segundo lugar em número absoluto de casos, perdendo apenas para a Índia. É o único país, que não atingiu a meta de eliminação da doença como problema de saúde pública. Acredita-se que a transmissão da hanseníase ocorra pelo contato íntimo e prolongado de indivíduo suscetível com paciente bacilífero, através da inalação de bacilos. A melhor forma de cessar a transmissão é o diagnóstico e o tratamento precoce. Sobre esse assunto, analise as afirmativas abaixo:
I. A Hanseníase indeterminada ou forma inicial evolui espontaneamente para a cura na maioria dos casos ou evolui para as formas polarizadas em cerca de 25% dos casos, o que pode ocorrer no prazo de 3 a 5 anos. Geralmente, encontra-se apenas uma lesão, de cor mais clara que a pele normal, com distúrbio da sensibilidade, podendo ser acompanhada de alopécia e/ou anidrose.
II. As lesões da hanseníase geralmente iniciam com hiperestesia local, que evoluem para a diminuição ou a ausência de sensibilidade térmica, dolorosa e tátil.
III. O exame neurológico compreende a inspeção, palpação/percussão, avaliação funcional dos nervos. Os nervos da face como o Trigêmeo e o Mediano podem causar alterações na face, nos olhos e no nariz.
IV. Visando ao tratamento com o esquema Poliquioterapia (PQT/OMS) na forma Paucibacilar, que representa casos com até sete lesões de pele, as drogas utilizadas para tratar uma pessoa adulta são: Rifampicina (RFM) com duas cápsulas de 300mg e a Dapsona (DDS) com 28 comprimidos de 100mg.
V. Os estados reacionais ou reações hansênicas são alterações do sistema imunológico, que se exteriorizam como manifestações inflamatórias agudas e subagudas, mais frequentes nos casos multibacilar (MB). Essas reações podem ocorrer antes do diagnóstico da doença e caracterizam-se por Reação do Tipo 1 ou reação reversa (RR) e Reação do Tipo 2 ou reação de eritema nodoso hansênico (ENH).
Estão CORRETAS