Cerca de 40 minutos após uma colecistectomia videolaparoscópica sob anestesia geral que transcorreu sem intercorrências, uma mulher de 57 anos de idade apresentou forte dor precordial (em aperto) que se associou rapidamente a intensa dispnéia e tosse produtiva (expectoração rósea espumosa) e sensação de morte iminente. Há antecedentes de hipertensão arterial tratada, diabetes melito, dislipidemia e tabagismo importante. A paciente apresenta-se agitada, com intensa dispnéia (freqüência respiratória de 30 irpm), cianose facial e de extremidades (+3/+4), pressão arterial de 200 mmHg × 140 mmHg, freqüência cardíaca de 120 bpm. À ausculta pulmonar constatam-se sibilos e estertores em todos os campos torácicos, o ritmo cardíaco é regular, taquicárdico, com galope de quatro tempos (terceira e quarta bulhas), bulhas normofonéticas, com sopro sistólico (grau 1/6) em foco mitral. O eletrocardiograma convencional mostra taquicardia sinusal, presença de extrasístoles ventriculares isoladas e onda Q patológica, supradesnivelamento acentuado do segmento ST e onda T invertida presentes na parede ântero-lateral (V1 a V6).
A dosagem de marcadores de necrose miocárdica (CK-MB e troponina I) mostra importante elevação (5 vezes o valor do limite superior da normalidade).
Os diagnósticos cardiovasculares mais provavelmente presentes na situação clínica descrita no texto incluem.
I síndrome coronariana aguda do tipo angina instável.
II infarto do miocárdio transmural.
III hipertensão arterial pulmonar.
IV crise hipertensiva do tipo emergência hipertensiva.
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