No século XX iniciou-se a formulação de uma teoria psicológica que se refere à formação da personalidade humana como uma conquista a ser efetivada em cada indivíduo singular, para além da dimensão intersubjetiva e interpessoal. Isto significa que o pleno desenvolvimento permanece interditado enquanto o indivíduo não se apropria da verdade sobre a própria sociedade. Sustentando-se nesta escola psicológica, uma teoria pedagógica brasileira defende que a educação escolar não pode secundarizar os conhecimentos científicos, filosóficos e artísticos mais desenvolvidos, entendidos como instrumentos a serviço dos interesses concretos das classes populares. À medida que ocorre a socialização de tais saberes torna-se possível para as classes trabalhadoras a efetivação do aforismo: “dominar o que o dominador dominada”. Tanto a teoria psicológica quanto a pedagógica aqui referidas entendem não ser possível atingir a plenitude dos seus propósitos enquanto o modo de produção capitalista não for superado, afinal, no interior deste modo de produção, o conhecimento é privilégio e sua plena socialização para as classes dominadas torna-se impossível. As duas teorias sintetizadas nesta questão são: