Existem dois grupos de métodos de obtenção de preparações cromossômicas – os métodos diretos (in vivo) e os métodos indiretos (in vitro). Em relação a esses dois grupos, é correto afirmar:
Ambos passam por três etapas básicas na seguinte ordem: hipotonização, bloqueio da divisão celular e fixação do material. Somente após a conclusão destas etapas é que o material está pronto para a confecção de lâminas.
Na obtenção de preparações citogenéticas in vivo, utiliza-se amostra sanguínea colhida diretamente do animal após exposição deste à colchicina. Para isso, injeta-se colchicina cerca de 30 minutos a duas horas antes da coleta. Após sua coleta, uma gota de sangue é colocada em uma lâmina e faz-se um esfregaço, corando-se posteriormente com Giemsa.
Órgãos ou tecidos ricos em divisões celulares, como a medula óssea de mamíferos ou rim anterior dos peixes, são colhidos para os métodos in vitro. Este material é cultivado, na presença de fito-hemaglutinina. Após cerca de 71 horas de cultivo, em suspensão, adiciona-se a colchicina. Posteriormente, o processo é continuado com a hipotonização e fixação do material.
Nos métodos in vitro, células obtidas de biopsias ou amostras sanguíneas são cultivadas por diferentes períodos de tempo, sendo que no caso do cultivo de sangue há necessidade da utilização de mitogênicos como a fito-hemaglutinina. Posteriormente, ambas as culturas – tecido ou sangue – sofrem o bloqueio do ciclo celular com colchicina, e seguem para a hipotonização e fixação
Nos métodos in vivo, injetam-se no animal tanto a fito-hemaglutinina como a colchicina, para aumento do número de mitoses e parada do ciclo celular, respectivamente. Cerca de 30 minutos a 2 horas depois, procede-se com a dissecação: órgãos como rim, fígado e medula óssea são retirados, macerados e submetidos à ação da solução hipotônica para posterior fixação e preparação das lâminas.
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