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1755465 Ano: 2014
Disciplina: Engenharia Civil
Banca: CEMADEN
Orgão: CEMADEN

O abastecimento das instalações prediais de água fria pode ser feito com água não potável, desde que sua rede de tubulações seja totalmente independente daquela destinada ao uso da água potável (ABNT, 1998). Sistemas prediais de água não potável fazem uso de fontes alternativas para abastecimento em fins cujos parâmetros de potabilidade não se faça necessário. Para isso, cuidados específicos devem ser considerados para que não haja risco de contaminação a pessoas, produtos ou de dano a equipamentos. Utilizar água não proveniente da concessionária traz o ônus de alguém se tornar “produtor de água” e, portanto, responsável pela gestão qualitativa e quantitativa deste insumo (ANA et al., 2005).

I- Para assegurar a qualidade da água potável e garantir o fornecimento continuo de água, um sistema predial de água não potável prevê um dispositivo de prevenção de refluxo por separação atmosférica padronizada. Nesse caso, a altura mínima da separação atmosférica entre o ponto de suprimento de água potável e o nível de transbordamento do reservatório de água não potável é três vezes o diâmetro interno da tubulação de alimentação. A distância mínima entre o ponto de suprimento de água potável e as paredes do reservatório deverá ser no mínimo duas vezes o diâmetro interno da tubulação de alimentação.

II- Os padrões de qualidade da água não potável devem ser definidos pelo projetista de acordo com a utilização prevista. Para usos restritivos, que requerem o contato direto do usuário com a água ou possível aspiração de aerossóis pelo operador, a Norma ABNT NBR 15527 recomenda a desinfecção da água de chuva, com um nível de cloro residual livre entre 0,5 e 3,0 mg/L. Já a Norma ABNT NBR 13969 recomenda que a desinfecção de esgotos domésticos para reúso (águas cinzas ou águas negras) devem apresentar um nível de cloro residual livre entre 0,5 mg/L e 1,5 mg/L.

III- Um edifício público deseja adaptar suas instalações prediais para aproveitar a água de chuva na irrigação de 1.000 m2 de jardim e na lavagem de 2.500 m2 de pisos. Uma auditoria do consumo de água da edificação apontou uma demanda anual de água para irrigação equivalente a 24 litros/m2 e 72 litros/m2 para lavagem de pisos. Considerando uma média anual de precipitação de 1552 mm e um filtro que apresenta uma eficiência equivalente a 90%, a área mínima de coleta de água de chuva para suprir a demanda média anual de uma cobertura com coeficiente de escoamento de 0,9 é 1.620m2.

IV- O reúso local de esgotos domésticos (águas cinzas ou águas negras) deve ser planejado de modo a permitir seu uso seguro e racional para minimizar o custo de implantação e de operação. Para tanto, devem ser definidos: i) os usos previstos para o esgoto tratado; ii) o volume de esgoto a ser reutilizado; iii) o grau de tratamento necessário; iv) sistema de reservação e de distribuição; e v) manual de operação e treinamento dos responsáveis.

V- Além dos benefícios ambientais, sistemas prediais de água não potável podem gerar benefícios financeiros em função das economias geradas pelas reduções no consumo de água proveniente da concessionária. É comum realizar uma análise econômica do capital de investimento como auxílio na tomada de decisão antes da instalação de um sistema predial de água não potável. A instalação de um determinado sistema, com um custo capital de R$56.500 e um custo operacional de R$2.500 ao ano, apresenta benefícios anuais equivalentes a R$15.000. Apesar do sistema predial de água não potável apresentar uma vida útil estimada de 30 anos, ele acaba se tornando uma opção inviável para investimento por apresentar um retorno de longo prazo.

Considerando as alternativas acima, assinale a resposta abaixo que encontra-se CORRETA:

 

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