Sobrecargas na coluna podem ser avaliadas direta ou indiretamente. A medição direta está associada a procedimentos invasivos e dependente de tecnologias nem sempre acessíveis. Uma das primeiras investigações de forma direta foi feita por Nachemson e Morris, em 1964, que avaliaram as cargas na coluna lombar em diversas posturas, com a medição da pressão intradiscal, pela inserção de um sensor de pressão na região lombar. Mais recentemente, Rohlmann e colaboradores (2008) realizaram medições na coluna lombar ao substituírem vértebras por uma célula de carga com capacidade de medição de força e momentos em três eixos. Já os métodos indiretos se utilizam de modelos biomecâmicos para estimar as cargas na coluna. Um dos primeiros modelos propostos por Strait, Inman e Ralston (1947), durante a movimentação vertical de cargas, a coluna era assumida como uma haste rígida e toda a força exercida pelos músculos eretores aplicada em um único ponto a 2/3 do seu comprimento em relação ao sacro, formando um ângulo de 12° com a coluna. O eixo de rotação era admitido na quinta vértebra lombar. Em seguida, Kingma et al. (1996) desenvolveu um modelo em que o corpo foi transformado em uma cadeia de segmentos rígidos interconectados por articulações, os quais, por meio da aplicação dos princípios da mecânica newtoniana, fornecem resultados das forças e momentos resultantes intersegmentais. Tal modelo, composto por diversos segmentos (pés, pernas, coxas, pélvis, tronco, cabeça e pescoço, braços, antebraços, mãos), ainda admitia a coluna como uma haste rígida. Em relação aos métodos indiretos, é correto afirmar que modelos