Por definição, o ultrassom abrange a parte do espectro
sonoro com frequências acima de 20.000 ciclos por
segundo (medidos em kHz ou MHz), o que o coloca além
da faixa do som audível para os seres humanos. A
ultrassonografia utiliza ondas ultrassônicas para produzir
imagens dos órgãos e tecidos internos do corpo, sendo
amplamente utilizada em diagnósticos médicos devido à
sua segurança, pois não envolve radiação ionizante, e à
capacidade de visualizar tecidos moles em tempo real.
Os transdutores de ultrassom emitem ondas sonoras de
alta frequência, que são refletidas de maneira diferente
dependendo da densidade e composição dos tecidos.
Essas reflexões são então convertidas em imagens,
permitindo a avaliação de estruturas internas como
fígado, rins, coração, vasos sanguíneos e,
frequentemente, o desenvolvimento fetal. Além disso, o
Doppler ultrassonográfico permite a avaliação do fluxo
sanguíneo em artérias e veias, auxiliando no diagnóstico
de condições vasculares. A qualidade das imagens de
ultrassom pode variar com a frequência utilizada, com
frequências mais altas oferecendo melhor resolução,
porém menor profundidade de penetração.
Com relação à ultrassonografia e suas características, julgue o item apresentado a seguir:
Geralmente, os tecidos são examinados com transdutores de alta frequência, mas à medida que o ultrassom penetra no corpo, sua energia é progressivamente atenuada. Assim, órgãos mais profundos exigem frequências menores; por exemplo, usa-se um transdutor de 3,5 MHz para o fígado e de 7,5 a 10 MHz para a tireoide, que é mais superficial.