A aplicação precoce de prótese facilita que as emissões da criança sejam mais normalizadas, mas os membros da família também devem aprender a interagir com a criança surda, de forma que ela possa construir e interiorizar seu sistema fonológico e dar significados às suas emissões, uma vez que a adaptação protética é um processo lento que facilita a percepção do som, mas não a construção de seu significado de forma imediata e direta.
SILVESTRE, N. Educação e aquisição da linguagem oral
por parte de alunos surdos. IN: ARANTES, A.A (Org). Educação de surdos: Pontos e Contrapontos. São Paulo: Summus, 2007.
( ) A autora afirma a necessidade de a criança surda, desde cedo, ter acesso à língua de sinais, valorizando e defendendo a necessidade dessa língua ser usada pelos pais na interação com a criança, uma vez que a emissão sonora não é significativa para o surdo.
( ) Como a adaptação protética é algo lento para a criança surda, a autora afirma a necessidade do aprendizado da língua de sinais para melhorar a interação entre a criança surda e sua família e, assim, auxiliá-la na construção de sentido da fala.
( ) Embora a adaptação do uso de prótese por crianças surdas seja algo lento, se isso ocorrer o mais cedo possível, a criança terá mais possibilidade de desenvolvimento significativo da fala oral. Evidente que a família deve estimular o uso da oralidade para isso.
( ) Há uma filiação da perspectiva oralista pela autora e isso se evidencia ao reforçar a normalização do surdo, por meio de técnicas corretivas dando ênfase ao desenvolvimento do surdo pela linguagem oral.
( ) Embora a autora apresente sua argumentação para o necessário desenvolvimento oral em crianças surdas, percebe-se a valorização do uso da língua de sinais ao afirmar que o processo de oralização da criança surda não é fácil, portanto direciona ao aprendizado das duas línguas, afirmando ser a língua de sinais mais natural para o surdo.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de cima para baixo.