Maria é uma mulher de 35 anos que foi diagnosticada com depressão maior aos 20 anos. Ela relata ocorrência de episódios depressivos recorrentes desde a adolescência. O primeiro episódio depressivo de Maria ocorreu quando ela estava no ensino médio. Ela experimentou sintomas clássicos de depressão, como humor deprimido, anedonia, distúrbios do sono, perda de apetite e sentimentos de desesperança. Recebeu tratamento com psicoterapia e uma tentativa de antidepressivo tricíclico, que a ajudou a se recuperar após cerca de seis meses. Nos anos seguintes, Maria experimentou múltiplas recaídas de depressão, apesar de períodos intermitentes de estabilidade. Continuou a receber tratamento em forma de psicoterapia e, subsequentemente, com diferentes classes de antidepressivos, incluindo fluoxetina (até 60 mg/dia); escitalopram (até 20 mg/dia); desvenlafaxina (até 200 mg/dia), e associação desta com bupropiona 300 mg/dia (esquema que mantém até hoje), usados por, pelo menos, 6 semanas cada. Ela respondeu positivamente a alguns desses medicamentos em certos momentos, mas as melhorias foram frequentemente temporárias, e ela voltou a recair. Atualmente, Maria está enfrentando um episódio depressivo grave, que dura aproximadamente um ano. Ela expressa tristeza, sentimentos de desesperança e desamparo profundos, aumento de peso, sono fragmentado, isolamento, além dos sintomas prévios relatados. Refere ideação suicida, sem planejamento. Com o esquema medicamentoso atual (desvenlafaxina 200 mg/dia e bupropiona 600 mg/dia), notou melhora apenas em realizar tarefas simples do cotidiano e discreta melhora na volição. São estratégias válidas para a paciente apresentada, EXCETO