TEXTO I
Amor é um fogo que arde sem se ver, É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente, É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É um cuidar que ganha em se perder É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Luís de Camões. Sonetos de Camões. São Paulo: Ateliê, 2001)
TEXTO II
Definição do Amor
(fragmento)
(fragmento)
O Amor é finalmente
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um breve tremor de artérias.
Uma confusão de bocas,
Uma confusão de bocas,
uma batalha de veias,
um
um
rebuliço de ancas,
quem diz outra coisa,
quem diz outra coisa,
é besta.
(Gregório de Matos. In: Obra poética. Rio de Janeiro: Record , 1992.)
No verso ''uma batalha de veias", a palavra batalha sugere, semanticamente, uma
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