A noção de memória encontrada nessa fonte histórica é contrária à concebida por Le Goff, pois:
expressa a ideia de passado que vigorou no ocidente europeu durante a Época Moderna, segundo a qual os acontecimentos do presente deveriam ser uma imitação dos grandes feitos das civilizações do passado
busca, por meio de um acontecimento religioso, apagar as lembranças negativas que pairavam sobre a memória do rei D. João V e, para isso, coloca-o no mesmo patamar de grandes imperadores da Antiguidade.
revela a grande contradição presente em todas as celebrações do Antigo Regime, quando os poderes da monarquia e da Igreja travavam uma verdadeira disputa pelo espaço e admiração do público
coloca os acontecimentos do tempo presente acima daqueles grandes eventos do tempo passado utilizando um recurso de retórica para exaltar por meio dessa comparação a fé católica e a monarquia
adota uma perspectiva apocalíptica e providencialista, que espera no futuro o retorno ao passado por meio das realizações do presente por intermédio da intervenção divina, que se daria na ocasião da festa religiosa.
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