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2369072 Ano: 2005
Disciplina: Português
Banca: Marinha
Orgão: Col. Naval
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Economia de palavras: um mal do século
o uso abusivo do coloquialismo na linguagem oral, especialmente entre os jovens, abre a polêmica entre os filólogos. Para uns, há uma dificuldade cada vez maior na expressão do pensamento. Para outros, o mais importante é se fazer entender pelo interlocutor.
Sétimo idioma mais falado no mundo, o português continua sendo um insondável mistério para a maioria absoluta de seus usuários. Os números comprovam, o brasileiro utiliza, em média, bem menos de um por cento das cerca de duzentas e sessenta mil palavras existentes na língua. A estimativa é do filólogo Antônio Houaiss, que constata com tristeza o empobrecimento da linguagem ao longo dos anos. Segundo ele, as novas gerações têm demonstrado uma dificuldade cada vez maior para articular o pensamento, pois não conseguem exprimir o que pensam. Opinião semelhante à do gramático Napoleão Mendes de Almeida, para quem o uso da linguagem coloquial incentiva a preguiça. Houaiss, 78 anos, e Napoleão, 84 anos, são os principais guardiões da integridade do vernáculo no País. Outro especialista, o professor de filologia e língua portuguesa da USP, Dino Pretti, atua em outra linha. Para ele, o falante culto não é aquele que domina perfeitamente todas as regras gramaticais, mas sim aquele que consegue adaptar o seu nível de linguagem de acordo com seu interlocutor, mesmo que isso resulte em agressões ocasionais ao vernáculo.
Antônio Houaiss traz na ponta da língua duas explicações para a dificuldade de articulação a que se refere: o abandono do setor educacional do País e os baixos salários dos professores.
- Não há dúvida que a juventude urbana de hoje, como um todo, revela um relativo empobrecimento no uso da língua e de seu vocabulário. E isso por uma razão muito simples: nunca no Brasil o ensino primário, que é a base desta linguagem, foi tão torpe quanto está sendo. Naturalmente, para as meras relações de amor, de comer, de locomover-se, é possível se comunicar com um número reduzido de palavras. Mas, à medida que os jovens tiverem que entrar no mercado de trabalho, e numa função relativamente qualificada, os horizontes verbais e gramaticais terão que se ampliar.
(Parte da reportagem da revista Prodoctor, p. 42, 1995)
A partir do terceiro parágrafo, é correto afirmar que
 

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