Uma paciente de 63 anos de idade com diagnósticos de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, sobrepeso, retinopatia diabética, insuficiência arterial crônica em membros inferiores e teve infarto de miocárdio tratado com angioplastia e stent há 4 anos. É tabagista há 45 anos. Em maio de 2021, teve Covid-19 com necessidade de internação por 90 dias, sendo 50 dias em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por causa de complicações respiratórias, infecciosas e vasculares. No decorrer da internação, foi submetida a amputação transtibial na altura do terço médio da perna direita, por necrose e infecção de partes moles decorrentes de agudização da obstrução arterial crônica. Veio para sua primeira consulta ambulatorial com fisiatra. Ao exame físico, a paciente apresenta FC = 80 bpm, FR = 12 irpm, SatO2 = 96% em ar ambiente. O membro residual possui bom aspecto, boa cicatrização, pele íntegra e sensibilidade preservada. É viúva há 5 anos, tem filhos casados e netos pequenos e deseja voltar a andar para poder “viver sozinha em casa, sem precisar de ninguém”.
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
O enfaixamento com faixa elástica do membro residual está contraindicado na fase pré- protética.