A concepção de realeza entre os germânicos estava impregnada de caráter religioso. Tácito já observava que, de modo diverso do que acontecia no caso dos chefes temporários de guerra, livremente escolhidos em razão de seu valor pessoal, os reis eram entre os germânicos escolhidos apenas em certas famílias nobres — sem dúvida, em determinadas famílias hereditariamente dotadas de uma virtude sagrada. Os reis eram considerados seres divinos ou, pelo menos, originados dos deuses.
(Marc Bloch. Os reis taumaturgos, 1993. Adaptado.)
Segundo o excerto, entre os povos germânicos da Idade Média,