O ódio fabrica sua própria força justamente ao ignorar ou exceder a realidade concreta. Ele não precisa nem de base, nem de ocasião real. Basta-lhe uma projeção. (...) O ódio sempre tem um contexto específico que o explica e do qual ele surge. As razões que o sustentam e que servem para explicar por que um grupo supostamente “merece” ser odiado têm de ser fabricadas por alguém em determinado quadro histórico-cultural. Esses motivos têm de ser expostos, narrados e ilustrados repetidamente até que se depositem disposições.
Carolin Emcke. Contra o ódio. Maurício Liesen (Trad.).
1.ª ed. Editora Âyiné, 2020 (com adaptações).
O discurso de ódio é um fator essencial para a ascensão dos ideais fascistas. Inventando medos e inimigos a partir do negacionismo histórico, líderes populares emergiram com o discurso de que seriam os únicos capazes de salvar sua pátria da corrupção e da suposta degeneração social. Considerando esse assunto, julgue o próximo item, acerca da presença da ideologia fascista e dos regimes que a adotaram na primeira metade do século XX.
Com o lema “Deus, pátria e família”, o movimento integralista brasileiro seguia a ideologia fascista, incentivando o ódio a judeus e comunistas.