“O desenvolvimento de políticas de formação de pessoas jovens e adultos consoantes a esse novo paradigma de educação continuada é tema polêmico, mas uma revisão de literatura permite que identifiquemos algumas indicações mais ou menos consensuais, a primeira delas relaciona-se ao reconhecimento do direito de os indivíduos traçarem com autonomia suas próprias biografias formativas. A segunda recomenda modificar o estilo de planejamento das agências formadoras, levando-as a realizar um 'giro' da oferta para a demanda, ou seja, deixar de conceber a oferta educativa a partir de padrões únicos (quase sempre referidos aos parâmetros da educação escolar de crianças e adolescentes). Passando a concebê-la a partir da diversidade de demandas concretas dos diferentes segmentos sociais. A terceira implica reconhecer que não apenas a escola, mas muitas outras instituições e espaços sociais têm potencial formativo – o trabalho e as empresas, os meios de comunicação, as organizações comunitárias, os equipamentos públicos de saúde, cultura, esportes e lazer etc. –, aproveitando o máximo esse potencial e reconhecendo a legitimidade do conhecimento adquirido por meios extraescolares”.
(DI PIERRO, JOIA e RIBEIRO, 2001, p.71.)
Acerca desse fragmento, as recomendações de políticas de formação de jovens e adultos implica em: