Um comerciante não tabagista, de 66 anos de idade, é atendido no serviço de emergência do hospital com relato de dispnéia, dor torácica e febre com calafrios de aparecimento súbito há 02 dias, tosse com expectoração mucopurulenta, raros hemoptóicos. Os sintomas surgiram cerca de 3 dias após quadro de resfriado leve. É portador de hipertensão arterial e dislipidemia em tratamento regular com bom controle. Nega diabetes, etilismo, uso de drogas ilícitas ou qualquer outra co-morbidade. Apresenta-se lúcido e orientado, porém sente-se abatido devido ao cansaço intenso. No exame físico, apresenta pequenas vesículas com sinais inflamatórios na comissura labial à direita, que atribui à febre, leve hiperemia de orofaringe, sem linfonodomegalias, temperatura axilar de 39°C, pressão arterial de 90/60mmHg, pulso radial palpável com 110 batimentos/minuto; frequência ventilatória de 28 incursões por minuto e refere dor pleurítica no terço inferior do hemitórax direito, onde há estertores meso-tele inspiratórios à ausculta e sub-macicez à percussão, redução da expansibillidade e frêmito tóraco-vocal palpável; leves estertores são também audíveis na base do hemitórax esquerdo. A oximetria não invasiva é de 93% em ar ambiente, glicemia capilar normal, hemograma com 22.000 leucócitos com 10% de bastões, plaquetas, hemoglobina e hematócrito normais; uréia = 45mg/dl; batimentos cardíacos normais, sem sopros, taquicárdico, palpação abdominal normal, sem edemas, panturrilhas livres. Com base nos dados fornecidos e de acordo com a aplicação do índice CURB-65 e diretrizes atuais, qual conduta você determinaria?