A inflação de diagnósticos psiquiátricos, na sociedade moderna, traduz um processo no qual a vida se tornou uma patologia. Um exemplo é a dor da perda de alguém: elaborá-la? Só até duas semanas. Após isso, independentemente do tempo de cada um para isso, a dor é calada por medicamentos. É o que a jornalista Eliane Brum, em sua matéria “Acordei doente mental” (2013), defende. Para ela:
“Só se pode compreender as escolhas de alguém a partir do sentido que as pessoas dão às suas escolhas [...] Só teria acordado [doente mental] se permitisse a uma Bíblia – e a pastores de jaleco – determinar os sentidos que construo para a minha vida” (Eliane Brum).
Franco Basaglia (2005) dizia que a psiquiatria sempre colocou o homem “entre parênteses” e supervalorizou a doença. Nesse sentido, só será possível avançar para um contexto de efetiva desinstitucionalização, quando se