A questão seguinte, deverão ser respondidas com base na análise do texto a seguir. Para tanto, assinale em cada uma dessas questões, as alternativas CORRETAS.
Texto: O desafio que é combater o preconceito na educação
No ambiente escolar, a intolerância pode se intensificar. São apelidos, dedos apontados, críticas e desdém que, quando recorrentes, afetam
o emocional e até o desempenho escolar da vítima. Diálogo e incentivo à cultura de paz são essenciais no combate dessa prática.
É com lágrimas nos olhos e silêncio que a menina explica como se sente diante da crueldade com que é tratada por quem poderia ser parceiro. Clara (nome fictício) tem 12 anos, é aluna do 8º ano, mas sofre como “gente grande”. É chamada de “gorda” constantemente pelos colegas. Sofre. Deixou de frequentar a escola estadual, no Quintino Cunha, por duas semanas neste ano. Não aguentava mais a humilhação diária. Voltou, mas o incômodo continua. Sonha mudar de turma. “Eu não sei por que fazem isso. Eu não faço nada de mal”, lamenta. Clara é exemplo de triste situação que chega a ser comum no ambiente escolar: o preconceito. Para as “colegas” acusadoras, era apenas uma brincadeira. Mas brincadeira só existe quando os dois riem da situação. E, nesta história, Clara, a vítima, é só lágrimas e vergonha.
No ambiente escolar, não é difícil encontrar situações de preconceito. É algo que aparece quando há apelidos não aceitos, exclusão do indivíduo de um grupo, críticas, risos, dedos apontados para a diferença. E esse preconceito, quando emerge, demanda atitude dos educadores e da família. “Se na sociedade há preconceito de várias ordens, termina do mesmo jeito acontecendo na escola. E a escola tem obrigação de combater”, define a doutora em educação Nukácia Araújo. E como combater o preconceito no ambiente escolar? “Uma base que preze pela formação de valores e regras de convivência, pela cultura de paz e respeito às diferenças é segredo pra esse tipo de problema. E a escola é só uma das instituições das quais a criança faz parte. A família é a principal delas”, lembra a psicóloga e psicopedagoga Ana Letícia Nunes. Na primeira infância, até os sete anos, ela diz, é fundamental dialogar e explicar que as diferenças são naturais. “A criança nasce sabendo de nada. Ela escuta coisas e leva para si e para a escola. Ela é capaz de perceber a diferença, mas como natural. Para se tornar algo agressivo, tem o cunho extraescola, de ela ouvir em algum lugar. A base, na família, de formação de valores e de projetos que incluam conceitos como ética e diferenças, na escola, faz a prevenção”, destaca Ana Letícia. Caso esse primeiro momento não conte com tais ensinamentos, o tempo pode intensificar a agressividade entre os preconceituosos. Em todas as etapas, o diálogo é fundamental. [...]
Mariana Lazari - marianalazari@opovo.com.br | Fonte: http://www20.opovo.com.br/app/opovo/cotidiano/2014/08/23/noticiasjornalcotidiano,3303020/o-desafio-que-ecombater-o-preconceito-na-educacao.shtml. Acesso em 09/05/2017.
As situações vivenciadas por “Clara”, no ambiente escolar, indicam que a mesma