Há predicados que são obviamente elogiosos, enquanto outros são depreciativos. Dizer que alguém é culto ou boa gente equivale a elogiar. Já chamar alguém de arrogante, burro ou vulgar não deixa dúvidas sobre o baixo conceito que temos desse indivíduo. E quando se é classificado como ambicioso?
Recentemente deparei com uma discussão acalorada com um grupo de executivos. (...) O assunto rendeu e as conclusões, afinal, foram esclarecedoras. A primeira foi que sem ambição o ser humano estaria morando nas cavernas. Foi por desejar uma vida melhor, mais segura, que nosso ancestral botou seu recém-surgido córtex pré-frontal para imaginar novas possibilidades e seu polegar opositor para fazer as coisas funcionarem como ele desejava.
A criatividade e o trabalho, vistos dessa forma, são instrumentos a serviço da ambição humana e, como tal, podem ser bem ou mal usados. Destreza é uma questão de treino, mas iniciativa depende de vontade, e esta varia tanto entre as pessoas quanto a cor do cabelo ou a predisposição para engordar.
A segunda conclusão foi que, assim como a intensidade da ambição varia entre as pessoas, também varia o tipo. Sim, há mais de um tipo de ambição e justamente essas características é que teriam influência sobre a postura da pessoa ou a posição para a qual ela está mais indicada na sociedade.
De qualquer maneira, o tema ambição deve ser olhado com cuidado, pois, quando ela não é acompanhada por qualidade, pode ser frustrante ou angustiante.
( Eugenio Mussak. Revista Vida Simples, novembro de 2011. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as regras de concordância e de pontuação são observadas, de acordo com a norma-padrão.