“Todo mundo sabe que os surdos-mudos são seres inferiores sob todos os aspectos: só os profissionais da filantropia declaram que eles são homens como os outros. Pois o surdo, semelhante (...) ao homem sem palavra dos tempos pré-históricos, mais para trás ainda já que ele não escuta, passa entre seus semelhantes (...) sem escutá-los, sem compreendê-los: tudo que é humano lhe parece estranho. Eu não vou me deter, neste momento, nas condições determinantes da surdo-mudez, lesões no cérebro, do ouvido interno, etc., hereditárias entre os nascidos surdos, adquiridas entre outros (por causa da meningite, febre tifóide, de convulsões, etc). Nesses últimos casos, deve haver uma pré-disposição especial: a hereditariedade, disso não há dúvida, domina e dirige toda biologia. Não se trata de estabelecer uma comparação entre os criminosos e os surdos-mudos, mas com efeito, em todos os casos dessa ordem, a degenerência hereditária é o fator dominante. (Trecho de documento publicado no final do século XIX, em defesa de uma educação oral para surdos, Grémion, 1991, p. 197 apud Lulkin, 1998).”
Pensando num discurso biomédico e numa pedagogia ortopédica, observe as questões abaixo e assinale a CORRETA:
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Tradutor e Intérprete - Linguagem de Sinais
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