Magna Concursos
2380417 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FUNRIO
Orgão: CBM-RJ

PROJETO ARARA AZUL

Em escarpas rochosas a 6 quilômetros da histórica cidade de Canudos, mora uma outra arara-azul sob risco de desaparecer, a arara-azul-de-lear. O seu hábitat é uma nascente que, no final do século XIX, Antônio Conselheiro considerava sagrada – segundo a tradição, só ele podia beber a água de lá –, e que Lampião, mais tarde, muitas vezes usou como refúgio. Não se sabe se, naquele tempo, a ave azulada já estava ameaçada, mas hoje, a caça predatória e a degradação gradual do ambiente natural estão reduzindo drasticamente a sua população.

Só existem 180 animais em liberdade e 22 em cativeiro.

O Zoológico de São Paulo, que tem onze animais salvos das mãos de traficantes, espera em breve conseguir os primeiros filhotes.

Os mercadores de bichos são o maior perigo para a espécie, mas as queimadas e a criação de cabras pioraram muito a situação. É que tanto o fogo quanto o gado prejudicam a reprodução da palmeira licuri, cuja semente é a única fonte de comida das araras. Sem o vegetal e loucas de fome, elas se aventuram nas plantações de milho da região do Raso da Catarina, no Norte da Bahia. “Com isso, provocam a antipatia dos agricultores e acabam sofrendo mais ainda”, conta o biólogo Luiz Sanfilippo, coordenador do Comitê para Conservação da Arara-Azul-de-Lear. “Para evitar desastres, estamos tentando integrar os sertanejos ao projeto”. Uma idéia é pagar aos agricultores a mesma quantidade de milho devorada pelas aves – o que exige recursos financeiros.

(Superinteressante, maio 2000, p. 65)

O artigo “Projeto arara azul”:

 

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