Para Silva (2010, p. 70), a referência a Esping-Andersen e a sua tipologia dos três regimes de bem-estar social como referencial analítico consistente para tratar dos problemas e tendências no âmbito da seguridade social é de indiscutível relevância, se respeitadas as assimetrias e peculiaridades históricas da América Latina e do Brasil. Draibe (1991), Behring e Boschetti (2011) e Gentilli (2006) confirmam esta avaliação da tipologia proposta por Esping-Andersen. Considerando o que se afirma sobre 'as tendências no Welfare State' nas quatro obras brasileiras citadas, quando tratam da tipologia de Esping-Andersen, e dadas as afirmativas abaixo,
I. No conservador, preconiza-se o atendimento aos mínimos essenciais para reforçar capacidades pessoais de solucionar problemas sociais.
II. No conservador que se funda na perspectiva meritocrática, os benefícios dependem de trabalho, renda e contribuição prévia compulsória, baseando sua intervenção apenas em grandes distorções provocadas pelo mercado.
III. No social-democrata, as políticas sociais são concebidas como direitos de cidadania, cujos mecanismos políticos internos visam assegurar a todos acesso a bens e serviços básicos, com base em critérios mais universalistas.
IV. No liberal, que tem raízes históricas na cultura da solidariedade universalista, o regime é caracterizado pelo alto grau de desmercantilização, pelo igualitarismo, pela cobertura global de riscos e por generosos níveis de subsídios; predominaria na Áustria, França, Alemanha e Itália, onde os direitos preservam o status ligado à estratificação social.
verifica-se que está(ão) correta(s)