São páginas e páginas de termos misteriosos, usadas por sites e redes sociais para explicar os seus direitos e deveres. Alguns têm palavrões e piadas, outros escondem cláusulas abusivas. No final, você concorda com todas. Afinal, quem lê contratos?
“Por influência de americanos e britânicos, os contratos estão ficando cada vez mais detalhados”, conta Paulo Sá Elias, especialista em direito da informática. E contratos longos, apesar de protegerem empresa e usuário de forma mais completa, são desafiadores para quem só quer finalizar um cadastro. Além disso, segundo Elias, “são tão complexos que, no final, ninguém sabe o que está assinando”. Poderiam ser menores e mais simples. Outro jeito, mais complexo e mais efetivo, seria incorporar pedaços da política de uso na interface dos serviços. “Dessa forma, em vez de obrigar o usuário a decifrar os jargões, você explica as regras caso a caso”, conta Rebecca Jeschke, da EEF. Por último, outra solução, muito mais simples: você. Crie o hábito de ler os termos de uso, assim mesmo como eles estão. Apesar de difíceis, é possível tirar algum sentido deles. E, depois, poderá decidir se quer correr o risco de se cadastrar.
ROMRO, L. Não li e concordo. Superinteressante. ed. 307, São Paulo: Abril, ago. 2012, p.80-83 (Adaptado).
O texto apresentado mostra alguns dos problemas com que o usuário de internet pode se deparar ao aceitar os contratos no cadastro de qualquer serviço ou aplicativo. Segundo o autor do texto, uma única atitude é viável e possível, por parte do usuário, para ficar mais protegido: