A alimentação de não ruminantes é constituída por rações que possuem, em sua base principal, dois ingredientes fundamentais para a produção destes animais: o milho e a soja. Contudo, por serem commodities e competirem por mercado com a alimentação humana, os produtores rurais, por vezes, têm dificuldade em manter a alimentação dos animais, exclusivamente, com estes ingredientes convencionais. Desta forma, têm ganhado espaço os alimentos alternativos, geralmente, subprodutos do processamento de frutos e outros vegetais, cujos custos variam, de acordo com a disponibilidade regional, e sua eficiência de utilização oscila, de acordo com a composição do material apresentado. Sobre os ingredientes alternativos, utilizados na alimentação de não ruminantes, é correto afirmar que:
I. Os subprodutos da industrialização de frutos, utilizados como ingredientes nas rações dos não ruminantes, possuem, como vantagem, a padronização de composição entre safras de diversos produtores;
II. Os subprodutos disponíveis para compra pelas fábricas de rações são, geralmente, classificados como energéticos e, por isso, substituem, em maior proporção, um dos ingredientes mais caros na alimentação animal: a soja.
III. O constituinte, comumente, limitante para a utilização dos alimentos alternativos para alimentação de não ruminantes é a fibra que, quando insolúvel, aumenta o trânsito intestinal dos animais, diminuindo a digestibilidade da dieta.
IV. A utilização de enzimas exógenas melhora o aproveitamento das dietas produzidas com alimentos alternativos, pela redução da concentração de polissacarídeos não amiláceos, os quais não são comumente digeridos pelos não ruminantes.