"Quando pensamos na emergência da perspectiva queer no Brasil, lembramos de quais referenciais? Certamente vamos remeter a algum texto produzido dentro dos certames da universidade, mais especificamente nas regiões Sul e Sudeste do país. No entanto, há vários arquivos que nos mostram outra possibilidade de pensar o surgimento, no Brasil, do que hoje lemos como queer. São arquivos compostos de iniciativas artísticas que mostram uma série de desajustes no que tange às normas de gênero e sexualidade. Obras e processos que já traziam consigo linhas gerais que poderiam ser identificados como grandes batalhas para a perspectiva queer, como a desnaturalização da sexualidade, a quebra dos binarismo de gênero e a própria necessidade em pensar diversos atravessamentos envolvendo diferentes marcadores sociais como raça e religiosidade. [...] Arte e ativismo andam de mãos dadas na construção da politização da abjeção e de uma crítica ao enquadramento normativo dos gêneros e das sexualidades." (SANT'ANA, Tiago. Terceira Margem do Queer. In: Revista Cult, nº 226. Dossiê Artivismo das dissidências sexuais e de gênero).
Para o autor, há uma intrínseca relação histórica e estética entre movimentos sociais que lutam pelos direitos dos segmentos populacionais LGBTQ+. Essa relação pode ser vista em diferentes linguagens artísticas, como o teatro e o cinema.
No Brasil, dentre as produções cinematográficas contemporâneas que ilustram esse artivismo, estão: