Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IBAMA
Duas questões marcaram os primeiros meses de 2003.
Por um lado, a mobilização militar e diplomática dos Estados Unidos da América (EUA) e do Reino Unido para invadir o Iraque. Por outro, a retórica do regime da Coréia do Norte em torno de seu programa nuclear. A evolução das duas questões deixou a impressão de que possuir um programa de desenvolvimento de armas nucleares teria efeito de dissuasão contra agressões armadas externas.
Essa falsa conclusão se devia ao fato de o Iraque, que não possuía armas nucleares, ter sido alvo de ameaças de invasão — e ter sido de fato invadido —, enquanto a Coréia do Norte, que dizia ter desenvolvido armas nucleares, não sofreu sequer ameaças de invasão. Ou seja, a proliferação nuclear passou aparentemente a ter bônus.
Nizar Messari. A crença da paz pela bomba atômica. In:
Jornal do Brasil, 6/10/2003, p. A11 (com adaptações).
A partir do texto acima e considerando aspectos marcantes da política internacional contemporânea, julgue o item seguinte.
Não foram poucos os analistas, diplomatas e profissionais das relações internacionais que enxergaram na decisão soviética e norte-americana de assinar um tratado de não-proliferação de armas nucleares uma opção estratégica para congelar o poder bélico em mãos das superpotências.