Um paciente de 35 anos de idade tem paraplegia espástica há 18 anos decorrente de lesão medular completa nível T4, após trauma raquimedular em acidente automobilístico. Função cognitiva preservada. Procurou o pronto-socorro de clínica médica com relato de trauma no quadril direito há 1 dia, quando se transferia para a cadeira de rodas (desequilibrou-se e caiu, batendo o quadril contra o chão). Durante a consulta, subitamente apresentou cefaléia intensa, piloereção, sudorese, rubor facial. Além destes sinais, ao exame físico, PA = 240 mmHg x 120 mmHg, FC 100 = bpm, FR = 16 irpm, SatO2 = 97% em ar ambiente. Inspeção e palpação de quadril direito com equimose, hematoma, rubor e calor em porção lateral (onde sofreu o trauma). Não houve mudança no padrão neurológico em relação ao padrão habitual do paciente, mantém deficit motor e sensitivo, mantém padrão espástico Ashworth 1 em triceps sural bilateral.
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
Esse paciente apresenta maior risco de fratura após trauma, quando comparado a população da mesma idade sem comorbidades.