639645
Ano: 2014
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Itame
Orgão: Pref. Nerópolis-GO
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: Itame
Orgão: Pref. Nerópolis-GO
Como o Facebook e o Twitter ajudaram a derrubar o presidente do Egito
Com a saída de Hosni Mubarak da presidência do Egito na sexta-feira (14/2), analistas e alguns manifestantes locais afirmaram que o político ainda estaria no poder se não fosse pela força dos sites de redes sociais.
Após 18 dias de protestos tumultuados e recusas de deixar uma posição que ocupava havia cerca de 30 anos, Mubarak entregou o poder para líderes militares do país no fim de semana. Durante um período de agitação em que o regime do ex-presidente desconectou o Egito da Internet por vários dias, sites de redes sociais como Facebook e Twitter serviram como ferramentas essenciais para as pessoas que queriam derrubar o ditador.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, destacou o papel da tecnologia nessa mudança e elogiou os cidadãos egípcios que usaram “sua criatividade, talento e tecnologia para clamar por um governo que representasse suas esperanças e não seus medos.”
“Eu certamente penso que ele (Mubarak) não teria saído da presidência se não fosse pelas ferramentas de redes sociais”, disse o analista principal da empresa CurrentAnalysis, Brad Shimmin. “Penso que eles queriam que todas as atenções fossem desviadas dessa revolta, mas as tentativas de bloquear o acesso à Internet falharam.”“Por causa disso, Mubarak e seu regime sentiram que eles não tinham outra alternativa a não ser sair do poder.”
Quando os egípcios que queriam Mubarak fora do poder começaram a se mobilizar, eles se viraram para as redes sociais, mais especificamente o Facebook. (...) O que é especialmente interessante sobre isso é que os ativistas [pessoas que protestam contra o governo] egípcios não estavam simplesmente buscando que as pessoas “curtissem” suas páginas de protesto ou dar a elas um lugar para expor suas frustrações. Eles usaram os sites de redes sociais para engajar as pessoas – para motivá-las a entrar em ação, não apenas online, mas no mundo real. (...) Eles precisavam usar as mídias sociais para estimular ações reais no mundo real.
(...) E é isso o que fizeram os líderes manifestantes no Egito. Eles reuniram pessoas para protestar usando Twitter e mensagens de texto. Eles clamaram por ação em páginas do Facebook. “As redes sociais claramente têm sido um catalisador e um acelerador”, disse o analista da Gartner, Ray Valdes. “Claramente, eles pensam que o Facebook teve um papel. Existem pessoas de todas as classes sociais nas ruas demonstrando isso e elas estão carregando cartazes em referência ao Facebook.”
Já o analista da Forrester, Augie Ray, alega que, apesar de as redes sociais não terem sido a base para essa revolução no Egito, foram sim uma parte essencial de sua infraestrutura. “As mídias sociais não foram a faísca que criou essa revolução egípcia, mas uma vez que essa descarga elétrica chegou aos canais sociais, a habilidade de se comunicar em tempo real e alcançar grandes números de pessoas sem nenhum custo foi sem dúvida um fator significativo que contribuiu para que as demonstrações egípcias se espalhassem e fossem mantidas”, disse Ray. “Páginas do Facebook foram usadas para informar e criar insatisfação. O Twitter foi usado para coordenar esforços e o YouTube ajudou a espalhar a palavra.”
Shimmin também notou que os eventos no Egito terão um efeito imediato na imagem das redes sociais. “Esse não é mais apenas um lugar para compartilhar fotos de bêbados em uma festa”, disse. “É um meio de se comunicar de uma maneira que você não podia antes e que dá às pessoas um senso de solidariedade.”
FONTE: Texto disponível em < http://s3info.wordpress.com/2011/02/14/como-o-facebook-e-o-twitter-ajudaram-a-derrubar-o-presidente-do-egito/> Acesso em 23 JUN 2014.
A partir da interpretação do texto, podemos concluir que: