Paciente do sexo feminino, de 31 anos de idade, solteira, é hospitalizada por episódio maníaco com características mistas e delírios paranoides. Relata que já teve três internações prévias. A primeira hospitalização psiquiátrica foi involuntária, aos 26 anos, por apresentar episódio maníaco e delírios. Remitiu, completamente, com lítio 900mg/dia e haloperidol 5mg/dia, na ocasião. Recebeu alta e fez tratamento de manutenção com lítio em monoterapia, permanecendo estável por três anos. Aos 29 anos, entretanto, teve nova internação involuntária por episódio maníaco com características mistas e delírios. Nessa internação, foi reintroduzido o haloperidol, mas logo foi trocado pela paliperidona. Teve melhora, recebendo alta, mas os sintomas afetivos foram apenas parcialmente controlados, e a qualidade de vida satisfatória não foi recuperada. Estava em manutenção com palmitato de paliperidona e lítio, porém, aos 30 anos, voltou a apresentar episódio maníaco e foi internada pela terceira vez. Nessa ocasião, ácido valproico 1000 mg/dia e quetiapina 600 mg/dia foram adicionados ao carbonato de lítio, em substituição ao palmitato de paliperidona, com estabilização parcial do humor. Recebeu alta com esse esquema, que ficou inalterado até a data da internação atual. Acerca desse caso clínico, considere as afirmações abaixo.
I - Há uma escassez de dados de ensaios clínicos para informar as opções de tratamento para o manejo de pacientes com transtorno bipolar refratário. A clozapina, entretanto, vem demonstrando ser uma estratégia eficaz na redução dos sintomas maníacos e no uso total de medicamentos, em pacientes resistentes ao tratamento.
II - Em termos de eficácia, o haloperidol é uma das intervenções menos eficazes no tratamento de um episódio maníaco.
III - A clozapina e a olanzapina estão associadas ao maior nível de risco de síndrome metabólica, seguido pela quetiapina (particularmente em doses mais altas) e risperidona.
Quais estão corretas?