Maurício Tragtenberg foi um representante ilustre, no Brasil, de uma concepção pedagógica que defendia a autogestão escolar — a pedagogia libertária —, pois considerava a escola uma instituição disciplinadora e burocrática, em função da influência sofrida pelo capitalismo e pelo socialismo, que desencantaram a beleza e a riqueza do mundo, e pelo fato de a burocracia ter pervertido as relações humanas, gerando conformismo e alienação.